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Promoção Humana reúne cerca de 360 voluntários na Festa do Peão de Barretos

Há 29 anos, JOCUM participa das ações de promoção humana do evento; em 2026, voluntários do Brasil e do exterior atuam em orientação, acolhimento e apoio dentro do Parque do Peão

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crédito: Eduardo Trindade

Às 7h30, a rotina da equipe de promoção humana da JOCUM (Jovens Com Uma Missão) começa com uma reunião e um momento de reflexão. Depois do café da manhã, os voluntários se espalham pelo Parque do Peão. Portarias, campings, Rancho do Peãozinho e outros pontos da 71ª Festa do Peão de Barretos estão entre os locais onde cerca de 360 pessoas se revezam em ações de orientação, acolhimento e apoio ao público durante a edição de 2026.

O trabalho completa 29 anos de parceria no evento nesta edição. Segundo Thiago Oliveira Carvalho, responsável pela equipe de promoção humana da JOCUM, a atuação começou em 1997 e hoje reúne participantes de diferentes regiões do Brasil e também do exterior. Entre eles estão missionários, intérpretes de Libras e de outros idiomas, enfermeiros e voluntários envolvidos em atividades com o público infantil.

A diversidade de origens acompanha uma expressão adotada pelo próprio grupo: “pega-onda”. Thiago explica que a referência vem da história da JOCUM e da visão de seu fundador, Loren Cunningham, que associava ondas a jovens alcançando diferentes nações. Em Barretos, a ideia ganhou uma interpretação simples.

“Para mim, pega-onda é tipo assim: ‘bora nessa, vamos participar’”, explica.

Essa “onda” reúne voluntários de diferentes lugares e com formações distintas. Ao longo dos dias de Festa, as equipes auxiliam quem chega pela primeira vez, orientam o acesso aos setores, prestam apoio a idosos e pessoas com deficiência, colaboram com atividades no Rancho do Peãozinho e atendem outras demandas distribuídas pelo Parque.

A escolha pelo voluntariado
Para alguns participantes, chegar a Barretos significa atravessar centenas de quilômetros e assumir os próprios custos para integrar o trabalho. Ângelo Lucas de Souza Silva saiu do Rio de Janeiro e participa pela primeira vez da Festa. Nas portarias, atua orientando visitantes e auxiliando quem precisa encontrar o acesso correto.

Foi durante esse trabalho que uma visitante perguntou se ele recebia para estar ali. “Pelo contrário, eu pago para trabalhar aqui. Isso pelo simples fato de poder servir pessoas, de poder direcionar a pessoa para o lugar certo e ajudar”, relata Ângelo.

A rotina dele inclui ainda atividades de música, teatro, dança e recreação. Para Ângelo, a fé está diretamente ligada à decisão de dedicar os dias de Festa ao voluntariado. Em meio aos atendimentos, ele conta que são justamente os encontros inesperados e a possibilidade de escutar quem precisa de apoio que tornam a experiência marcante.

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De Londres a Barretos
Com 23 anos, David Vitor Pereira também vive sua primeira Festa do Peão de Barretos. Nascido em Londres, na Inglaterra, e atualmente ligado a uma base em Ouro Fino (MG), ele chegou ao evento para participar das ações de promoção humana e também auxiliar integrantes estrangeiros do grupo.

A passagem por Barretos une voluntariado e uma curiosidade que acompanha David desde a infância.

“Desde que eu era criança eu sempre queria ser um cowboy, então aqui está sendo muito legal para mim”, conta. Mas o que mais chamou sua atenção foi encontrar pessoas de origens diferentes trabalhando juntas. “É muito especial ver todo mundo, de lugares diferentes, vindo junto para o mesmo propósito”, destaca.

Quem volta para servir
Para Rondinelli Santos Oliveira, de Goiânia (GO), a relação com Barretos começou em 2016. Desde então, ele retorna à Festa para atuar como voluntário e hoje integra a supervisão e a organização da equipe.
No dia a dia, os pedidos de ajuda podem partir de alguém que visita o Parque pela primeira vez, de uma pessoa idosa, de alguém com deficiência ou simplesmente de quem precisa se localizar em meio à estrutura do evento.

“A nossa função é estender a mão para aquele que está precisando de ajuda, sem esperar receber nada em troca”, resume.

Quase três décadas depois do início da parceria, a equipe continua reunindo quem chega pela primeira vez e quem escolhe voltar ano após ano. Entre portarias, campings e diferentes espaços do Parque do Peão, a proposta permanece ligada ao mesmo princípio que Thiago resume no início de cada jornada: servir, ouvir e cuidar de quem cruza o caminho dos voluntários durante os dias de Festa.

Wallbook

Wallbook é o criador e apresentador do Sofá Sertanejo, plataforma de conteúdo focada em entrevistas, bastidores e storytelling do universo sertanejo.

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